A Copa do Mundo 2026 entra para a história antes mesmo de a bola rolar. A partir desta quinta-feira (11 de junho), o maior torneio do futebol chega à sua edição mais ambiciosa de todos os tempos: são 48 seleções, três países-sede e um formato totalmente novo. Pela primeira vez, Estados Unidos, Canadá e México dividem a organização, e o desenho de 32 times, em vigor desde 1998, fica para trás.
Neste guia, o Papo de Bola reúne tudo o que você precisa saber sobre a Copa do Mundo 2026: datas, sedes, o novo formato, os estreantes, as polêmicas fora de campo e a situação da seleção brasileira.
Resumo rápido: o que muda na Copa do Mundo 2026
- Quando: de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
- Onde: 16 cidades-sede nos Estados Unidos, Canadá e México.
- Seleções: 48 (recorde), contra 32 nas edições anteriores.
- Formato: 12 grupos de 4 times; classificam-se os 2 primeiros de cada grupo e os 8 melhores terceiros.
- Jogos: 104 partidas, ante 64 do Catar-2022.
- Final: no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).
Quando começa e onde será a Copa do Mundo 2026
A competição vai de 11 de junho a 19 de julho de 2026. A abertura acontece no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México — o mesmo palco das finais de 1970 e 1986. Já a grande decisão será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Ao todo, são 16 cidades-sede espalhadas por três países. Nos EUA: Los Angeles, Nova York/Nova Jersey, Dallas, Boston, Kansas City, Atlanta, Houston, Miami, Filadélfia, São Francisco e Seattle. No México: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. No Canadá: Toronto e Vancouver.
Por que a Copa do Mundo 2026 tem recorde de seleções
A grande marca desta edição é o número de participantes. A Copa do Mundo 2026 é a primeira com 48 seleções, um salto em relação às 32 que disputaram o torneio entre 1998 e 2022. É, em número de países, o maior Mundial da história.
Como era o formato antigo
Desde a França-1998, a Copa reunia 32 seleções em oito grupos de quatro. Era um modelo enxuto, com 64 partidas e cerca de um mês de duração. A ampliação para 48 muda essa lógica e abre espaço para nações que raramente — ou nunca — chegavam à fase final.
A decisão da FIFA
O Conselho da FIFA aprovou a expansão por unanimidade em janeiro de 2017. O desenho inicial previa 16 grupos de três seleções, mas, em março de 2023, o modelo foi revisto para 12 grupos de quatro. O motivo: o risco de combinação de resultados nos últimos jogos dos grupos de três times, algo que o futebol já tinha visto em edições passadas.
Como funciona o novo formato com 48 seleções
Os 48 participantes foram divididos em 12 grupos de quatro times. Avançam à fase de mata-mata os dois primeiros de cada grupo, somados aos oito melhores terceiros colocados. Isso cria uma fase eliminatória inédita: as oitavas viram, na prática, uma “fase de 32”.
O número de jogos sobe de 64 para 104 partidas. E o campeão terá um caminho mais longo: serão oito jogos até o título, um a mais do que a Argentina precisou para vencer no Catar, em 2022. Cada seleção entra em campo pelo menos três vezes na primeira fase, o que garante mais futebol para o torcedor.
Os estreantes históricos da Copa 2026
A ampliação para 48 vagas trouxe quatro seleções que nunca haviam disputado um Mundial — o maior número de estreantes em duas décadas:
- Cabo Verde: fruto de boa organização e de uma base de jogadores formada na diáspora africana espalhada pela Europa.
- Curaçao: que se torna o menor país em população a se classificar para uma Copa do Mundo.
- Jordânia: garantiu a vaga após anos de quase-acessos, com uma campanha sólida nas Eliminatórias asiáticas.
- Uzbequistão: a primeira nação da Ásia Central a chegar à fase final de um Mundial.
Tensões políticas e polêmicas fora de campo
Nem tudo gira em torno da bola. A Copa do Mundo 2026 já nasce cercada de debates. A cerimônia do sorteio foi aberta com a entrega do primeiro Prêmio da Paz da FIFA ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gesto que gerou críticas de grupos de direitos humanos.
Também estão no centro das discussões as políticas de imigração e de vistos dos EUA, que podem dificultar a vinda de seleções e torcedores, a participação do Irã em meio à tensão geopolítica e o modelo de preços dinâmicos adotado pela FIFA na venda de ingressos.
E o Brasil na Copa do Mundo 2026?
A Seleção Brasileira chega ao torneio em busca do tão sonhado hexacampeonato. Com mais jogos e uma fase de grupos ampliada, o caminho até a final ficou mais longo, e qualquer tropeço logo na largada pode custar caro. Nas próximas semanas, acompanhe pelo Papo de Bola a tabela completa da Copa do Mundo 2026, com classificação, artilharia e análise jogo a jogo.
Os números que fazem da Copa 2026 a maior da história
- 48 seleções (recorde)
- 12 grupos de 4 times
- 104 jogos
- 16 cidades-sede
- 3 países-sede pela primeira vez
- 8 partidas para o campeão levantar a taça
Perguntas frequentes sobre a Copa do Mundo 2026
Quantas seleções vão disputar a Copa do Mundo 2026?
Serão 48 seleções, um recorde na história do torneio. As edições anteriores, de 1998 a 2022, tinham 32 participantes.
Quando começa e quando termina a Copa do Mundo 2026?
A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho e termina em 19 de julho de 2026, com a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Quais países vão sediar a Copa de 2026?
Estados Unidos, Canadá e México, em 16 cidades-sede. É a primeira vez que três nações organizam um Mundial em conjunto.
Como funciona o novo formato de 48 times?
São 12 grupos de 4 seleções. Avançam os 2 primeiros de cada grupo mais os 8 melhores terceiros, totalizando 32 classificados para o mata-mata.
Quais são as seleções estreantes na Copa 2026?
Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão fazem sua primeira aparição em uma Copa do Mundo.
A Copa da expansão, dos estreantes e dos recordes já vai começar — e promete entrar para a história. Para mais informações oficiais, consulte o site da FIFA.



