Coisas podem fazer — O WrestleMania é aquele evento que a gente marca no calendário meses antes. É o maior palco do wrestling profissional, o lugar onde carreiras são construídas ou destruídas em uma única noite. E com o WrestleMania 42 se aproximando, prometendo agitar Las Vegas de um jeito que a cidade do pecado raramente vê, os fãs ao redor do mundo já estão com a adrenalina lá em cima. Confesso que, toda vez que essa época do ano chega, bate uma nostalgia misturada com aquela ansiedade gostosa de não saber o que vai acontecer.
- O RETORNO INESPERADO QUE NINGUÉM VIU VIR
- UMA LUTA PRINCIPAL QUE TENHA HISTÓRIA DE VERDADE
- A SURPRESA QUE A WWE TEM GUARDADO
- A ASCENSÃO DE UMA NOVA GERAÇÃO
- O QUE A WWE FEMININA PODE ENTREGAR
- O ELEMENTO LAS VEGAS
- O QUE ESTÁ EM JOGO PARA A WWE
- A OPINIÃO DE QUEM ACOMPANHA HÁ ANOS
- O VEREDICTO ANTES DO EVENTO
A WWE tem uma responsabilidade enorme nesse evento. Las Vegas é um cenário que por si só já entrega glamour, exagero e espetáculo. Mas não basta o local ser grandioso. O conteúdo precisa estar à altura. Então vamos falar sobre cinco coisas que, se acontecerem do jeito certo, podem colocar esse WrestleMania 42 entre os melhores de todos os tempos.
O RETORNO INESPERADO QUE NINGUÉM VIU VIR
O WrestleMania tem uma tradição sagrada: o retorno surpresa. E quando digo surpresa, não estou falando daquele tipo de coisa que vaza três semanas antes nas redes sociais e metade da internet já sabe. Falo do retorno que faz o estádio inteiro parar, aquele momento em que a música toca e demoramos dois segundos para processar o que está acontecendo antes de explodir de alegria. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução. Sobre coisas podem fazer, vale acompanhar os próximos capítulos.
Para o WrestleMania 42 ser realmente especial, a WWE precisa guardar um ás na manga. E não é segredo que existem nomes que, se aparecerem naquela arena em Las Vegas, vão provocar um barulho ensurdecedor. CM Punk, por exemplo, já está de volta ao produto, mas será que a empresa sabe usar esse retorno da forma certa? A história com o wrestling profissional mostra que o timing de um retorno vale mais do que qualquer roteiro cuidadosamente escrito. A torcida presente fisicamente em Las Vegas, somada aos milhões assistindo em casa, merece aquele momento de arrepiar o couro cabeludo.
UMA LUTA PRINCIPAL QUE TENHA HISTÓRIA DE VERDADE
Me parece que a WWE às vezes esquece que o que faz uma luta principal de WrestleMania ser memorável não é só a qualidade atlética dentro do ringue. É a história que chegou até ali. É o mês de fevereiro em que um dos dois olhou para o outro e disse algo que não dá para ignorar. É a promo que fez a torcida odiar o vilão de verdade, aquele ódio visceral que faz o rosto do herói brilhar ainda mais. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução.
O WrestleMania 42 precisa de uma luta principal com peso emocional. Roman Reigns construiu durante anos um reinado que redefiniu o conceito de vilão dominante na WWE. Cody Rhodes completou sua história ao conquistar o título máximo. Agora, a empresa está em um momento de transição e precisa apostar em uma rivalidade que tenha o mesmo nível de profundidade. Não adianta colocar dois atletas incríveis no ringue sem que o público se importe com quem vai ganhar. Isso é o que separa uma boa luta de uma luta lendária. A situação de coisas podem fazer merece atenção dos torcedores.
A SURPRESA QUE A WWE TEM GUARDADO
Nos bastidores do wrestling profissional, sempre circulam rumores de contratos assinados discretamente, de negociações que a empresa mantém sob sigilo absoluto. E o WrestleMania é o momento certo para revelar essas cartas. Falo de uma aparição de alguém que todo mundo achava que nunca mais voltaria. Falo do tipo de anúncio que explode as redes sociais às duas da manhã enquanto o evento ainda está acontecendo. A situação de coisas podem fazer merece atenção dos torcedores.
Las Vegas tem uma atmosfera que amplifica tudo. O calor das luzes, o barulho da multidão que veio de todos os cantos do mundo especificamente para esse fim de semana, a tensão acumulada de semanas de programação construindo expectativa. Quando a WWE acerta essa equação, o resultado é aquele tipo de conteúdo que as pessoas ainda ficam discutindo dez anos depois. Quando erra, é esquecido na semana seguinte. O WrestleMania 42 precisa ser do primeiro tipo.
A ASCENSÃO DE UMA NOVA GERAÇÃO
Sobre coisas podem fazer, vale acompanhar os próximos capítulos.
Todo grande WrestleMania serve também como passagem de bastão. Foi no WrestleMania que Steve Austin se consolidou. Foi no WrestleMania que John Cena começou a se construir como o rosto da empresa. E foi no WrestleMania que Roman Reigns, depois de anos de resistência da torcida, finalmente encontrou o personagem que o tornaria o maior da geração. Sobre coisas podem fazer, vale acompanhar os próximos capítulos.
O WrestleMania 42 tem a obrigação de fazer isso por alguém da geração atual. Sami Zayn passou anos como coadjuvante talentoso antes de ter sua história com a família Bloodline que o colocou em outro patamar. Gunther mostrou em cada aparição que tem tudo para ser um dos maiores da história da empresa. Rhea Ripley, quando está saudável, domina de um jeito que pouca gente consegue. Alguém precisa ter seu momento definitivo em Las Vegas. Aquele momento que, daqui a quinze anos, vai aparecer em documentários como o ponto de virada de uma carreira.
O QUE A WWE FEMININA PODE ENTREGAR
Vou ser direto: a divisão feminina da WWE nunca esteve tão forte. E o WrestleMania 42 precisa refletir isso com tempo de ringue adequado e lutas que estejam no mesmo nível das principais do card masculino. Não estou falando de equivalência forçada por pressão externa. Estou falando de reconhecer que atletas como Becky Lynch, Charlotte Flair, Bianca Belair e Bayley constroem histórias que prendem o público tanto quanto qualquer rivalidade masculina. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução.
Nos últimos WrestleManias, algumas lutas femininas roubaram o show. Literalmente. A torcida saía das cadeiras em momentos que os organizadores provavelmente esperavam seriam os masculinos. Isso precisa ser capitalizado. Uma luta feminina como parte do evento principal, ou pelo menos como a luta que antecede ele, seria uma decisão que a empresa jamais se arrependeria.
O ELEMENTO LAS VEGAS
Las Vegas não é uma cidade qualquer. É um lugar construído sobre excesso, sobre a ideia de que a realidade normal não se aplica ali dentro. E o WrestleMania 42 precisa abraçar isso de um jeito que nenhum evento anterior conseguiu. Falo de produção, de entrada, de cenografia. Falo de usar a cidade como personagem do evento. A situação de coisas podem fazer merece atenção dos torcedores.
Imagino entradas com produção digna de show de residência do Strip, aquelas que custam tanto quanto o PIB de países pequenos. Imagino a arena lotada com 60, 70 mil pessoas que viajaram especificamente para viver essa experiência. O barulho desse tipo de público é diferente. Quem já foi a um WrestleMania sabe que o ambiente físico muda tudo. A câmera de televisão não capta a metade do que é estar lá dentro quando a arena explode. A situação de coisas podem fazer merece atenção dos torcedores.
O QUE ESTÁ EM JOGO PARA A WWE
A empresa está em um momento específico. A fusão com a UFC dentro do grupo TKO mudou a dinâmica corporativa e o olhar do mercado sobre o produto. O acordo com a Netflix para transmissão do Raw transformou a distribuição do conteúdo. O WrestleMania 42 vai acontecer em um contexto em que cada vez mais olhos estão sobre a WWE, incluindo olhos de pessoas que nunca assistiram wrestling antes. Sobre coisas podem fazer, vale acompanhar os próximos capítulos.
Essa janela de novos espectadores precisa ser aproveitada. Um WrestleMania que entregue emoção, surpresa e qualidade atlética pode converter uma porção enorme desse público novo em fãs regulares. Um WrestleMania mediano, daqueles que a gente esquece no mês seguinte, seria desperdiçar uma oportunidade que raramente aparece duas vezes.
A OPINIÃO DE QUEM ACOMPANHA HÁ ANOS
Sobre coisas podem fazer, vale acompanhar os próximos capítulos.
Coveri WrestleManias durante anos. Vi noites que ficaram marcadas e noites que prefiro esquecer. E o que aprendi é que os melhores sempre tiveram uma combinação de fatores que não aparece sozinha: talento no ringue, histórias bem construídas, surpresas genuínas e aquele elemento de imprevisibilidade que faz o wrestling ser diferente de qualquer outro entretenimento. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução.
O WrestleMania 42 tem os ingredientes para ser algo especial. Las Vegas é o palco perfeito. O elenco atual da WWE tem profundidade que não existia há alguns anos. E existe um apetite global pelo produto que está em alta. Agora é uma questão de execução. A WWE sabe o que precisa fazer. A pergunta é se vai ter coragem de fazer.
O VEREDICTO ANTES DO EVENTO
Difícil não ter expectativa alta para um WrestleMania em Las Vegas. A cidade por si só eleva o nível do que as pessoas esperam. E a WWE vai chegar lá com a responsabilidade de justificar tudo que foi construído ao longo do ano anterior. Cada rivalidade, cada promo, cada moment nos pay-per-views menores foi plantando a semente para o que vai acontecer naquele fim de semana em abril. O cenário envolvendo coisas podem fazer segue em evolução. A situação de coisas podem fazer merece atenção dos torcedores.
Se a empresa acertar nos cinco pontos que levantamos aqui, se tiver o retorno inesperado, a luta principal com peso emocional, a surpresa guardada, a ascensão da nova geração e o uso inteligente do palco em Las Vegas, então o WrestleMania 42 vai entrar para a lista dos que a gente conta para os filhos. Vai ser aquele tipo de evento que faz a pessoa que nunca assistiu wrestling perguntar: espera, isso realmente aconteceu?
E quando o wrestling consegue provocar essa reação em quem está de fora, é porque acertou em cheio. Torço para que a WWE acerte em Las Vegas. O palco está pronto. Agora é entregar.
Fonte oficial: UFC



